Projeto Educativo 2026 — 2030
«Do saber ao ser; dos valores às virtudes; da técnica ao sentido; do território ao futuro.»
Nota introdutória
O que distingue uma escola de excelência? Não é apenas o que ensina… é a qualidade humana de quem ajuda a construir. O presente Projeto Educativo assume-se como o documento estruturante da visão estratégica da ESPRODOURO para o ciclo 2026–2030. Resulta da articulação entre a identidade histórica da escola, os seus regulamentos internos, a organização semestral do ano letivo, a matriz curricular dos cursos profissionais, a aprendizagem em contexto real e as novas necessidades de formação humana, científica, tecnológica e territorial.
Mais do que atualizar um documento, importa consolidar uma proposta de educação com sentido: uma escola que não se limita a ensinar conteúdos, mas que forma caráter, competência, afetos e projeto de vida. Nesta revisão preserva-se o núcleo inovador já presente nos documentos anteriores: a aprendizagem ativa, a flexibilidade curricular, a forte ligação às empresas, a internacionalização, o pensamento crítico e a avaliação por competências. Acrescenta-se um eixo mais humanista: a passagem pedagógica dos valores para as virtudes, com foco nos afetos, na autorregulação, na relação e na construção de identidade.
Parceria com o mundo real. A ESPRODOURO opera em estreita ligação com empresas, quintas, unidades de enoturismo, instituições culturais e entidades do setor. Esta ligação não é acessória: é constitutiva do modelo pedagógico. Em todos os projetos de aprendizagem, empresas e instituições são convocadas a validar resultados, a codesenvolver soluções e a ser parceiras ativas do processo formativo. A ESPRODOURO pretende, assim, educar profissionais altamente competentes e pessoas interiormente robustas.
Enquadramento legal, organizacional e identitário
Este Projeto Educativo enquadra-se na Lei de Bases do Sistema Educativo, no regime jurídico das escolas profissionais (Decreto-Lei n.º 92/2014, de 20 de junho), no Estatuto do Aluno e Ética Escolar, no Decreto-Lei n.º 54/2018, no Decreto-Lei n.º 55/2018, na Portaria n.º 235-A/2018, no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, na Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania e nos referenciais da ANQEP/EQAVET aplicáveis à educação e formação profissional.
No plano internacional, o documento alinha-se com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 das Nações Unidas — em particular o ODS 4 (Educação de qualidade), o ODS 8 (Trabalho digno e crescimento económico), o ODS 9 (Indústria, inovação e infraestruturas), o ODS 11 (Cidades e comunidades sustentáveis) e o ODS 17 (Parcerias para a implementação dos objetivos). Articula-se igualmente com o Quadro de Ação Educação 2030 da UNESCO (Education 2030 Framework for Action), com o quadro europeu de competências digitais DIGICOMP 2.2 para cidadãos, com o referencial ENTRECOMP para as competências de empreendedorismo, e com o Quadro Europeu de Qualificações (QEQ/EQF). A certificação EQAVET garante o alinhamento sistemático com indicadores europeus de qualidade em educação e formação profissional.
No plano interno, articula-se com o Regulamento Interno da ESPRODOURO, que define a natureza e atribuições da escola, a organização por semestres, os critérios de avaliação, a flexibilidade curricular, a centralidade das Aprendizagens Essenciais em Empresa e da Formação Tecnológica em Empresa, bem como a obrigação de garantir forte articulação entre escola, território e mercado de trabalho. A escola afirma-se como instituição de natureza privada, de interesse público e forte impacto regional, orientada para a formação integral dos jovens e adultos, com especial incidência na enogastronomia, hospitalidade, vitivinicultura, comunicação, tecnologia e qualificação ao longo da vida. O Douro não é apenas o cenário da escola: é a sua matriz cultural, sensorial, económica e simbólica.
Visão, missão e lema pedagógico
Missão
Formar jovens e adultos com competências académicas, técnicas, humanas e relacionais de excelência, com pensamento crítico para a tecnologia, promovendo a aprendizagem em contexto real, a inclusão, a cidadania, a sustentabilidade, a empregabilidade e o prosseguimento de estudos, numa lógica de desenvolvimento do Douro e do mundo.
Os que ficam no Douro que sejam felizes e os que saírem, que levem o Douro. O nosso propósito é muito maior do que formar alunos, pretende transformar uma região!
Visão
Ser uma escola profissional de referência internacional em Enogastronomia, reconhecida por formar especialistas tecnicamente diferenciados, com taxas de abandono abaixo de 10% e colocação no mercado de trabalho de 95%, formando seres humanos eticamente sólidos, afetivamente maduros e territorialmente comprometidos, capazes de inovar sem perder a raiz humana, dotados de Virtudes.
Em 2030 queremos ter um restaurante escola com 1 estrela Michelin, reinventando a cozinha para o Douro.
Lema pedagógico
«Do saber ao ser; dos valores às virtudes; da técnica ao sentido; do sonho ao desafio.»
Diagnóstico estratégico e prioridades
O diagnóstico interno e externo evidencia um conjunto de forças, desafios e oportunidades que justificam a presente revisão estratégica. Conhecermo-nos com verdade é a primeira virtude de qualquer plano.
Forças e ativos distintivos
- Ligação orgânica ao Douro, à enogastronomia, ao vinho, à hospitalidade e ao tecido empresarial.
- Modelo próprio de AEE/FTE, com forte aprendizagem em contexto real e parceria ativa com empresas.
- Cultura de inovação, relações internacionais, EQAVET, Centro Qualifica e formação de adultos.
- Reconhecimento nacional, internacionalização e alinhamento com ODS, UNESCO e DIGICOMP.
Desafios e prioridades de melhoria
- Consolidar a articulação interdisciplinar e a integração sistemática de evidências pedagógicas.
- Transformar valores declarados em virtudes vividas e observáveis no quotidiano escolar.
- Reforçar a literacia emocional, a regulação do uso da tecnologia e a profundidade do pensamento crítico.
- Organizar os espaços de experimentação sensorial, vínica e cultural como laboratórios integrados no currículo.
Da educação por valores à educação por virtudes: o eixo dos afetos
Bastará enunciar valores para educar? Na verdade, não. Os valores são princípios desejáveis; as virtudes são valores incorporados, praticados e transformados em hábito. Esta passagem exige continuidade pedagógica, observação, exemplo dos adultos, treino relacional e contextos reais de decisão. É esta a evolução conceptual decisiva que a ESPRODOURO assume neste ciclo, sustentada pela investigação em neurociência da educação e pelos referenciais de educação para o caráter e aprendizagem socioemocional (SEL — Social and Emotional Learning) validados internacionalmente.
Neste quadro, os afetos deixam de ser vistos como dimensão lateral e passam a constituir matéria educativa central. O aluno aprende melhor quando se sente reconhecido, seguro, desafiado e implicado; o mentor ensina melhor quando estabelece vínculo, clareza e exigência com humanidade. A escola organiza-se para favorecer pertença, confiança, autocontrolo, empatia, gratidão, cooperação, responsabilidade, coragem moral e sentido de serviço.
Virtudes a desenvolver
Responsabilidade, respeito, temperança, coragem, justiça, prudência, perseverança, gratidão, hospitalidade, solidariedade e excelência com humildade.
Afetos pedagógicos estruturantes
Vínculo, escuta, confiança, entusiasmo, serenidade, pertença, esperança e sentido de futuro.
Tradução operacional
Observação qualitativa nos critérios de atitudes, projetos de mentoria, contrato de futuro, cidadania, práticas restaurativas, reflexão semanal e feedback formativo individualizado.
Papel do adulto
Cada colaborador é referência ética e afetiva; ensina não apenas pela palavra, mas pelo modo como acolhe, exige, corrige e inspira.
Princípios orientadores do modelo pedagógico
O modelo pedagógico da ESPRODOURO não nasce do acaso nem da tradição inerte: nasce de uma escolha deliberada, sustentada em evidência científica e alinhada com os referenciais europeus e internacionais de educação e formação profissional. As cinco áreas de competência do DIGICOMP 2.2 (literacia de informação e dados, comunicação e colaboração, criação de conteúdo digital, segurança e resolução de problemas) são incorporadas de forma transversal, e não como disciplina isolada. O referencial ENTRECOMP orienta o desenvolvimento de competências de empreendedorismo e criatividade.
- Aprendizagem baseada em problemas, projetos e desafios reais, com validação por empresas e instituições do território.
- Predomínio de metodologias ativas e aulas práticas, em coerência com a identidade profissional da escola. E o desporto tem que ser o motor das competências Emocionais.
- Integração curricular entre componentes sociocultural, científica, tecnológica e prática. A componente tecnológica terá 40% da sua componente com aprendizagem em empresas.
- Forte articulação entre saber-saber, saber-fazer, saber-ser/estar e saber-evoluir.
- Aprendizagem em empresa como prolongamento intencional da sala de aula, com tutores de empresa corresponsáveis pela avaliação.
- Disciplina Pensamento Crítico e IA - Promoção do pensamento crítico, da literacia digital responsável (DIGICOMP) e do uso pedagógico da inteligência artificial, utilizando 5% da componente sociocultural e científica.
- Competências de empreendedorismo e inovação (ENTRECOMP) integradas nos projetos de cada ano de escolaridade.
- Educação inclusiva, apoio psicopedagógico e personalização do percurso, em alinhamento com o ODS 4 e o DL 54/2018.
- Internacionalização, cidadania ativa e ligação permanente ao território, em coerência com os ODS 11 e 17.
- Sustentabilidade ambiental, social e económica como eixo transversal, alinhada com a Agenda 2030 da ONU.
Organização pedagógica
A escola mantém a organização do ano letivo em semestres, com momentos intensivos de conclusão modular que favorecem o foco, o feedback frequente e o planeamento por projetos. Na componente sociocultural e científica, até 25% da carga horária é mobilizada para Aprendizagens Essenciais em Empresa (AEE); na componente tecnológica privilegia-se uma parte inicial estruturante em ambiente escolar e uma forte concretização em contexto empresarial, de acordo com o modelo interno de FTE/AEE. O princípio não é contabilístico; é pedagógico: distribuir o tempo para maximizar aprendizagem, motivação, experimentação e consolidação.
A avaliação cumpre três momentos obrigatórios (diagnóstica, formativa e sumativa) e a gestão semanal protege a atenção, a qualidade de execução e o bem-estar dos alunos, sem exceder os limites legais diários e semanais. A presença dos tutores de empresa na avaliação final de cada projeto confere à certificação a legitimidade do mundo real. A distribuição das cargas horárias deixa de ser apenas um mapa de serviço e passa a ser arquitetura pedagógica: cada hora deve ter intencionalidade, cada componente deve dialogar com as restantes e cada espaço deve tornar-se laboratório.
Eixos estratégicos 2026–2030 e alinhamento com ODS/UNESCO/DIGICOMP
Os seis eixos estratégicos que estruturam este ciclo não são apenas declarações de intenção: têm correspondência direta nos referenciais internacionais de qualidade em educação — os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, o Quadro de Ação UNESCO Education 2030 e o quadro europeu de competências digitais DIGICOMP 2.2. Esta coerência externa reforça a credibilidade da escola e orienta a monitorização dos resultados.
Excelência académica e profissional
ODS 4 (educação de qualidade), ODS 8 (trabalho digno); UNESCO Education 2030 Target 4.3; EQAVET; Perfil dos Alunos.Humanismo, afetos e virtudes
UNESCO — Aprender a Ser (Delors, 1996); ODS 3 (saúde e bem-estar); referencial SEL (CASEL); Decreto-Lei 54/2018 (inclusão).Inovação pedagógica e tecnológica
DIGICOMP 2.2 (5 áreas: informação, comunicação, criação digital, segurança, resolução de problemas); ENTRECOMP; ODS 9 (inovação).Território, património e sustentabilidade
ODS 11 (cidades e comunidades sustentáveis), ODS 12 (consumo e produção responsáveis), ODS 15 (vida terrestre); UNESCO Culture 2030.Internacionalização e mobilidade
ODS 17 (parcerias); Erasmus+ Program Guide; QEQ/EQF; UNESCO Education 2030 Target 4.7 (cidadania global).Qualidade, monitorização e melhoria contínua
EQAVET — 16 indicadores de referência; ODS 4.a (infraestrutura educativa); ISO 21001 (sistemas de gestão educativa).Projetos estruturantes e parcerias com empresas
Mantendo a linha dos documentos anteriores, o presente Projeto Educativo reforça a lógica de projetos integradores por ano de escolaridade e acrescenta novos espaços-laboratório de natureza sensorial, vínica e afetiva. Cada projeto é codesenhado, co-executado e coavaliado com o mundo real: é neste encontro entre a escola e as empresas que a aprendizagem ganha autenticidade e os alunos ganham futuro. A nossa ESPRODOURO não se fecha em si mesma, ela só funciona se melhorar o Douro na região e no mundo.
Modelo de parceria obrigatória. Em todos os projetos de aprendizagem estarão obrigatoriamente envolvidas empresas e instituições, que validarão os resultados e serão parceiras ativas. Não são identificadas neste documento porque cada projeto é definido pelos alunos; as parcerias formalizam-se no arranque de cada projeto e respondem a desafios reais do território e do setor. É precisamente aí que reside a diferença da ESPRODOURO.
Fundamentação. Este modelo responde ao ODS 17 (parcerias para os objetivos), ao ODS 8 (trabalho digno e crescimento), ao referencial EQAVET de aprendizagem em contexto de trabalho e ao quadro UNESCO de colaboração escola-empresa na formação profissional. Para isso preparamos o nosso modelo 100% baseado em projeto, onde as disciplinas integram aí as suas aprendizagens essenciais e competências. Assim, os projetos base pensados são:
Humanidade Feliz e integração
Laboratório de flexibilidade cognitiva; autores declamados em realidade aumentada; oficinas de pensamento crítico; contrato de futuro; projeto de mentoria inicial e integração na cultura da escola. Os alunos constroem o projeto com um desafio real proposto por uma empresa parceira e apresentam os resultados em contexto profissional.
Apaixonar e criar valor real
Vinhas e jardins inteligentes; influencers científicos; análise de dados do território; comunicação profissional da hospitalidade; projetos de cidadania com impacto local. Cada equipa de alunos desenvolve uma solução para um problema real de uma empresa ou entidade do território duriense.
Liderar e transformar
Canal TV + Rádio Escola; escola inteligente e sustentável; treino de agentes de IA; PAP com base em problemas reais propostos por empresas; aceleração para emprego, empreendedorismo e ensino superior. A PAP é, por definição, um projeto de impacto real: a empresa ou instituição parceira co-avalia o resultado final.
9.4. Biblioteca Sensorial e Biblioteca Vínica
A marca distintiva do novo ciclo: criação, curadoria e dinamização de um duplo laboratório pedagógico permanente, concebido e alimentado por alunos de todos os anos. A Biblioteca Sensorial organiza aromas, sabores, texturas, sons, imagens, ingredientes, especiarias, amostras e materiais didáticos para aprendizagem multissensorial. A Biblioteca Vínica integra vinhos, castas, terroirs, perfis aromáticos, narrativas enológicas, fichas técnicas, materiais de prova, história do Douro e objetos culturais associados ao universo vínico.
Não se trata de um espaço expositivo: trata-se de um dispositivo curricular transversal, com forte valor científico, técnico, cultural e emocional, que envolve alunos do CEF ao 12.º ano e adultos em formação. Dele nascerão catálogos sensoriais, fichas vínicas, podcasts, vídeos, provas comentadas, oficinas com a comunidade, exposições temáticas e roteiros pedagógicos. Quintas, produtores, enólogos e cozinheiros são parceiros naturais deste espaço.
Organização dos espaços e ecossistema de aprendizagem
A ESPRODOURO organiza os seus espaços como ambientes pedagógicos intencionais. Salas, laboratórios, cozinha, restaurante pedagógico, vinha, quinta, estúdio, espaços de inovação, residências, biblioteca sensorial e biblioteca vínica não são estruturas paralelas: são partes do currículo. A investigação em neurociência da educação confirma que o ambiente físico influencia diretamente os processos de atenção, memória e aprendizagem (Hattie, 2009; Barrett et al., 2015). Cada espaço deve responder a três funções: ensinar, inspirar e produzir evidências.
A estética do espaço importa. A ordem importa. A narrativa do espaço importa. Um espaço bem desenhado educa antes mesmo de o mentor começar a falar. Cada sala é laboratório. Todas as salas de aula desapareceram e criamos laboratórios e salas STEAML, ou seja, cada sala terá um patrocinador empresa que ajuda com equipamentos, matérias-primas e com conhecimento. Os workshops serão a normalidade e os projetos as nossas aulas.
Avaliação, monitorização e indicadores
A avaliação mantém a estrutura institucional de conhecimentos, aptidões e atitudes, reforçando-se o acompanhamento qualitativo da autonomia e das virtudes. A monitorização integra resultados escolares, módulos em atraso, absentismo, bem-estar, satisfação, empregabilidade, prosseguimento de estudos, impacto das AEE/FTE, participação em projetos, internacionalização e os 16 indicadores de referência EQAVET. Serão ainda observados indicadores específicos do novo ciclo: participação em projetos de mentoria; número de produções da Biblioteca Sensorial e Vínica; qualidade das evidências de aprendizagem em empresa; número e qualidade das parcerias ativas com empresas; taxa de envolvimento em atividades de cidadania; indicadores de clima relacional e de pertença; evolução das competências DIGICOMP; e grau de alinhamento dos projetos com os ODS identificados.
Tripla prestação de contas. A monitorização da ESPRODOURO responde em simultâneo aos órgãos internos de gestão, aos requisitos da Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC), aos indicadores EQAVET e ao compromisso com os ODS da Agenda 2030. Esta coerência entre os planos interno, nacional e internacional é, em si mesma, um indicador de maturidade organizacional.
Agora temos uma responsabilidade
- Avaliados em 2025 pela IGEC com "Excelente" na Liderança, e com "Muito Bom" em Autoavaliação, Prestação do Serviço Educativo;
- Galardoados com o 1º lugar nos "Prémios Nacionais de Educação" na categoria "Inovação e Empreendedorismo";
- Entidade Acreditada ERASMUS com projetos inovadores;
- Entidade com selo EQAVET nos últimos 6 anos, em fase de renovação para os próximos 3 anos.
Assim, o desafio é manter o nível e crescer sobre estas responsabilidades!
Papel das lideranças intermédias e das equipas
A Direção Geral e Pedagógica, a Coordenação Pedagógica, o Coordenador do Futuro, os Gestores de Curso, os Gestores do Aluno, os Mentores, o Departamento de Qualidade e Relações Internacionais, o Centro Qualifica, a Aliança Perfeita e os Serviços Administrativos assumem responsabilidade partilhada na execução deste Projeto Educativo. O documento só ganha vida quando cada estrutura o transforma em rotina, exigência e coerência. Neste contexto, os tutores de empresa e os representantes de instituições parceiras são também parte da estrutura educativa: a sua participação nos projetos, nas avaliações e nas decisões de percurso coloca o mundo real no centro do processo formativo, não na periferia.
Síntese estratégica final
O novo Projeto Educativo da ESPRODOURO preserva o melhor do percurso já realizado e dá-lhe nova espessura humana e estratégica. Mantém-se a escola ativa, prática, territorial, internacional, exigente e inovadora. Reforça-se a ligação às empresas, à qualificação, à avaliação por evidências e à organização curricular em função da vida real. Integra-se, agora com maior nitidez, uma educação dos afetos e das virtudes, onde a técnica sem humanidade deixa de ser suficiente. O alinhamento com os ODS da Agenda 2030, com o quadro UNESCO Education 2030, com o DIGICOMP 2.2 e com o ENTRECOMP não é ornamento: é a garantia de que a ESPRODOURO forma para o século XXI sem abdicar das raízes que lhe dão identidade. Uma escola enraizada no Douro, comprometida com o mundo.
Anexo — Plano de Atividades do Projeto Educativo
Este anexo funde as atividades estruturantes do Projeto Educativo com o plano de atividades da escola, apresentando-as sem calendarização fixa: a programação concreta de cada atividade é definida em cada ano letivo no Plano Anual de Atividades, aprovado pelos órgãos competentes.
Modelo de parceria obrigatória. Em todos os projetos estarão obrigatoriamente envolvidas empresas e instituições, que validarão os resultados e serão parceiras ativas. Não são identificadas neste documento porque cada projeto é definido pelos alunos; as parcerias formalizam-se no arranque de cada projeto, respondendo a desafios reais do território e do setor.
Atividades do Município. O Dia Mundial do Vinho do Porto e as Noites do Museu são atividades promovidas pelo Município de São João da Pesqueira, às quais a ESPRODOURO se associa como parceira ativa.
A.1. Comunidade, identidade e território
A.2. Projetos estruturantes por ano de escolaridade
A.3. Centro Qualifica — educação e formação de adultos
A.4. Internacionalização e mobilidade
A.5. Inclusão, bem-estar e cidadania — Aliança Perfeita
A.6. Qualidade e formação de colaboradores
◆ Programação cultural do Município de São João da Pesqueira (Dia Mundial do Vinho do Porto; Noites do Museu).
◆ Decreto-Lei n.º 92/2014, de 20 de junho; Decretos-Lei n.º 54/2018 e n.º 55/2018; Portaria n.º 235-A/2018; Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória.
◆ ONU/PNUD (2015). Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável — 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Nova Iorque: Nações Unidas.
◆ UNESCO (2015). Education 2030: Incheon Declaration and Framework for Action. Paris: UNESCO.
◆ European Commission/EACEA/Eurydice (2023). DIGICOMP 2.2 — The Digital Competence Framework for Citizens. Luxembourg: Publications Office of the EU.
◆ European Commission (2018). ENTRECOMP: The Entrepreneurship Competence Framework. Luxembourg: Publications Office of the EU.
◆ EQAVET (2020). EQAVET Recommendation and Framework. Bruxelas: Comissão Europeia.
◆ Barrett, P., Zhang, Y., Moffat, J., & Kobbacy, K. (2015). A holistic, multi-level analysis identifying the impact of classroom design on pupils' learning. Building and Environment, 59, 678–689.
◆ Hattie, J. (2009). Visible Learning: A Synthesis of Over 800 Meta-Analyses Relating to Achievement. Routledge.

